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Palestra com escritor Emílio Figueira na FFCL

Emílio Figueira, que teve paralisia cerebral, é psicólogo, psicanalista, teólogo e escritor.

No dia 28 de janeiro o psicólogo, psicanalista, teólogo e escritor Emílio Figueira, proferiu palestra no Salão Nobre da Fundação Educacional de Ituverava. Ele esteve na cidade a convite da instituição de ensino para falar sobre Inclusão Social, em um evento voltado aos colaboradores da FE.
 
Devido asfixia que sofreu ao nascer, Emílio Figueira e teve paralisia cerebral em 1969, ficando com seqüelas na fala e movimentos. No entanto, esse problema nunca o abateu. Dedicou-se às artes, como literatura, teatro e pintura, e ainda se sobressaiu na produção científica, com graduações, mestrados e doutorados, além de publicação de artigos e monografias no Brasil e exterior. Atuou também como professor e jornalista.
 
Para falar com a platéia, devido à sua limitação, Figueira levou a sua palestra narrada por um amigo radialista, que utilizando as palavras escritas por ele explicou sobre os meios de inclusão no sistema educacional brasileiro.
 
“Por ter paralisia cerebral, sou pesquisador e militante atuante dos movimentos das pessoas com deficiência no Brasil desde os anos 70. Minha palestra é um misto das experiências pessoais por ter uma deficiência motora, mas também como um pesquisador e professor da área”, explica.
 
Temas abordados
Ele abordou os temas: “Um pouco da história das pessoas com deficiência no Brasil”, “Os três momentos pedagógicos voltados aos educandos com necessidades educacionais especiais”, “A ansiedade no processo de Educação Inclusiva”, “O desenvolvimento global do aluno e os efeitos positivos das deficiências” e “Pontos para uma boa Educação Inclusiva”.
 
“A Psicologia Existencial fala que se uma pessoa nasce uma deficiência ou adquire durante a vida, é uma fatalidade que ninguém pode mudar. Mas o importante mesmo, é o caminho que a pessoa toma. Ela pode se entregar à deficiência, passar a vida se lamentando e se escondendo, ou reagir, buscando uma vida cheia de possibilidades, e foi isso que fiz”, completa. 
 
O diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), Antônio Luis de Oliveira (“Toca”) falou sobre a palestra. “Ela vem ao encontro da política de inclusão da FFCL, que tem o objetivo de fazer com que alunos com distúrbios de aprendizado possam estudar na instituição de ensino normalmente”, finaliza.
 
Fonte: Tribuna de Ituverava